Coisas Novas


Giros

 

Se me vejo tão pequeno.

Se me pego a lamentar.

É porque a cada giro.

Sinto meu tempo acabar.


O meu tempo é abstrato.

Quem me dera precisar.

Quanto tempo ainda tenho, para conseguir provar.


A verdade absoluta.

Não se pode duvidar.

Nem os astros no espaço.

Nem o unicelular.

Escapam a vontade, não se pode violar.

Não há nada relativo, não houve revolução.

Minha mente foi criada, acho que meu corpo não.

Não há gênios que expliquem a minha concepção.

Passei a passos largos a linha da evolução.


Mas enquanto eles dormem e tentam me explicar.

Mas enquanto eles dormem e querem o mundo livrar.

Eu só quero uma chance para tentar me salvar.

Pois me perco em meus giros.

E não posso mais voltar.

Porque sinto a cada giro.

O meu tempo acabar.

 



Escrito por Rodrigo Aguiar às 13h01
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