Giros
Se me vejo tão pequeno. Se me pego a lamentar. É porque a cada giro. Sinto meu tempo acabar.
O meu tempo é abstrato. Quem me dera precisar. Quanto tempo ainda tenho, para conseguir provar.
A verdade absoluta. Não se pode duvidar. Nem os astros no espaço. Nem o unicelular. Escapam a vontade, não se pode violar. 
Não há nada relativo, não houve revolução. Minha mente foi criada, acho que meu corpo não. Não há gênios que expliquem a minha concepção. Passei a passos largos a linha da evolução.
Mas enquanto eles dormem e tentam me explicar. Mas enquanto eles dormem e querem o mundo livrar. Eu só quero uma chance para tentar me salvar. Pois me perco em meus giros. E não posso mais voltar. Porque sinto a cada giro. O meu tempo acabar. 
Escrito por Rodrigo Aguiar às 13h01
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